pela parede. uma costela de linho abraçando a matéria. dos sonhos. era uma exacta exa te dão. uma vaga-lume entrando pelas coxas da melodia acesa. ousando a medida do tempo. ofuscando o farol. uma inter>jei>são mede
ando o caminho. do mel.

era a inundação. a percepção total das coisas viventes. “is it time for my painkiller?” era o dia inato. era cáustico. era quasi-humano. era o precipício dentro da fundação do mundo. “is it time for my painkiller?” era um caminho de espinhos acesos. uma montanha presa ao humano. uma cor de paredes claustrofóbicas. “is it time for my painkiller?” ~

era um som ansiado. uma breve aparição. um dia sem sentir o corpo. um olhar todo-dizente. um horizonte espelhado de desejo. uma promessa. um pequeno nada. “today is a happy day” “oh, what a happy day”.
N/A paisagem imprecisa do verbo, aí começa a fazedura das coisas. “Sei da permanência das coisas aquando da tecelagem da paisagem pelos fios últimos da presença”, disse a voz por dentro da luz. Era como (a)guardar o correr das veias na curva vertiginosa dos dedos.
Nunca se percebe a unicidade dos ventrículos à contraluz. É possível que haja uma elocução perdida no rio do útero. O som do piano surge sempre antes do toque dos dedos. Há nisso uma sequência de filamentos. E a música apega-se ao vazio como uma invasão marítima. Da potência do retorno, há os troncos preenchidos de dádivas. Era isso a excelsa erupção.
Há, por debaixo da plasticidade dos mitos, uma abertura, uma verticalidade inalienável, uma construção de primórdios por onde rebolam as auroras. É nesse princípio iniciático que se movem as fagulhas. Não era isso uma vontade primática ou a percepção da queda. Era isso uma acrobata de trapézio agarrado às orelhas. Um trapézio por dentro do mecanismo do vento.
Haveria por cima do agachado lugar a que chamamos mundo uma imensa melancolia. Haveria também uma alegria desventrada, por onde passeiam ocasionalmente as aves de bico breve.
Era uma imensidão de tacto, uma faculdade de admiração e todas as casualidades que se alimentam da busca. Seria um lugar de prismas, de perscrutações agudas e doces encontros. Era aí que se ancorava veementemente o trapézio. Era um encontro de buscas, uma harpa apeada perante o divino. E não haverá retorno da vontade.
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