Arquivos para: Junho 2006

22-06-06

Permalink 00:55:46, Categorias: Poesia  

pela parede. uma costela de linho abraçando a matéria. dos sonhos. era uma exacta exa te dão. uma vaga-lume entrando pelas coxas da melodia acesa. ousando a medida do tempo. ofuscando o farol. uma inter>jei>são mede
ando o caminho. do mel.

14-06-06

Permalink 04:51:27, Categorias: Poesia  

Poem by aNa B

Permalink 03:45:04, Categorias: Bolinhos de Café  

Apontamentos desgrenhados a-partir de “Endgame” e “Happy Days” de Samuel Beckett

Endgame
era a inundação. a percepção total das coisas viventes. “is it time for my painkiller?” era o dia inato. era cáustico. era quasi-humano. era o precipício dentro da fundação do mundo. “is it time for my painkiller?” era um caminho de espinhos acesos. uma montanha presa ao humano. uma cor de paredes claustrofóbicas. “is it time for my painkiller?” ~

Happy Days
era um som ansiado. uma breve aparição. um dia sem sentir o corpo. um olhar todo-dizente. um horizonte espelhado de desejo. uma promessa. um pequeno nada. “today is a happy day” “oh, what a happy day”.

10-06-06

Permalink 05:25:12, Categorias: Poesia  

N/A paisagem imprecisa do verbo, aí começa a fazedura das coisas. “Sei da permanência das coisas aquando da tecelagem da paisagem pelos fios últimos da presença”, disse a voz por dentro da luz. Era como (a)guardar o correr das veias na curva vertiginosa dos dedos.

Permalink 04:41:12, Categorias: Poesia  

Nunca se percebe a unicidade dos ventrículos à contraluz. É possível que haja uma elocução perdida no rio do útero. O som do piano surge sempre antes do toque dos dedos. Há nisso uma sequência de filamentos. E a música apega-se ao vazio como uma invasão marítima. Da potência do retorno, há os troncos preenchidos de dádivas. Era isso a excelsa erupção.

Permalink 03:01:39, Categorias: Poesia  

Há, por debaixo da plasticidade dos mitos, uma abertura, uma verticalidade inalienável, uma construção de primórdios por onde rebolam as auroras. É nesse princípio iniciático que se movem as fagulhas. Não era isso uma vontade primática ou a percepção da queda. Era isso uma acrobata de trapézio agarrado às orelhas. Um trapézio por dentro do mecanismo do vento.
Haveria por cima do agachado lugar a que chamamos mundo uma imensa melancolia. Haveria também uma alegria desventrada, por onde passeiam ocasionalmente as aves de bico breve.
Era uma imensidão de tacto, uma faculdade de admiração e todas as casualidades que se alimentam da busca. Seria um lugar de prismas, de perscrutações agudas e doces encontros. Era aí que se ancorava veementemente o trapézio. Era um encontro de buscas, uma harpa apeada perante o divino. E não haverá retorno da vontade.

Junho 2006
Seg Ter Qua Qui Sex Sab Dom
 << < Current> >>
      1 2 3 4
5 6 7 8 9 10 11
12 13 14 15 16 17 18
19 20 21 22 23 24 25
26 27 28 29 30    

Visitante por de dentro da paisagem: (das algas)

Um blog com poesia, prosa, fotografia, arte e bolinhos de café.

Escrito por aNa B.

Email: ana@ana-b.com.

Site: www.ana-b.com

--------------------------

Procurar

Categorias

Misc

XML Feeds

What is this?

powered by
b2evolution