Há, por debaixo da plasticidade dos mitos, uma abertura, uma verticalidade inalienável, uma construção de primórdios por onde rebolam as auroras. É nesse princípio iniciático que se movem as fagulhas. Não era isso uma vontade primática ou a percepção da queda. Era isso uma acrobata de trapézio agarrado às orelhas. Um trapézio por dentro do mecanismo do vento.
Haveria por cima do agachado lugar a que chamamos mundo uma imensa melancolia. Haveria também uma alegria desventrada, por onde passeiam ocasionalmente as aves de bico breve.
Era uma imensidão de tacto, uma faculdade de admiração e todas as casualidades que se alimentam da busca. Seria um lugar de prismas, de perscrutações agudas e doces encontros. Era aí que se ancorava veementemente o trapézio. Era um encontro de buscas, uma harpa apeada perante o divino. E não haverá retorno da vontade.
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